quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Eu sou uma viciada em agendas. Venha a tecnologia que vier, os IPad's, IMac's, IPhones...agendas electrónicas...não há nada melhor do que uma agenda em papel, onde eu possa rabiscar tudo aquilo que me apetecer e fazer uma grande riscalhada. O prazer de ver a minha letra nas folhas de uma agenda é algo que "essa" tecnologia nunca me dará. E, como o ano está a terminar e já tenho "montes de cenas" planeadas para o próximo ano, precisava já de uma agenda para assentar o mais importante e, eis que me decidi por esta. Custome made for me. Adoro-a é mesmo a minha cara! Mais uma vez a Arte d'Elfa acertou em cheio no meu pedido.

Adoro quando me confundem no supermercado com os miúdos da escola e me deixam passar à frente. E, no fim ainda comentam:"Estes miúdos de hoje em dia andam sempre a correr de um lado para outro, mas quando começarem a trabalhar vão ver o quanto dói".
Enfim...isto é o que dá ter esta carinha de criança, misturo-me facilmente com adolescentes, 5 ou 8 anos mais novos. Isto, para mim já foi motivo de chatice, pois era "mau para o engate", dizia eu há 5 anos atrás, mas sei que um dia (que está mais perto do que parece), até vai ser um ponto positivo. Imaginem só, quando tiver 30, vão dar-me 25. =)
...estou com os nervos à flor da pele...odeio estar assim, até porque sei que quando assim estou engolo as palavras, arrasto-as e tremo por todo o lado e, hoje não é um dia para ficar assim. NÃO MESMO. O que eu não dava por um Xanax ou coisa assim, daqueles que nos deixam naquele estado meio acordada meio lerda...isso é que era!
As relações são algo que nunca vou entender, está visto. São complicadas, conflituosas e, por vezes vingativas. Amamos, amar o outro, mas por vezes esquecemo-nos de nos amar a nós próprios. E aí está o cerne do problema. Damos tanto, tudo e, por vezes esquecemo-nos de que também merecemos receber. Sofremos de Alzheimer, de cegueira, de surdez e de tontice temporária até que um dia acordamos e deparamo-nos com um mundo completamente diferente daquele em que queríamos viver. E, aí que fazemos? Discutimos, choramos, pedimos desculpa. Mas, independentemente dos gestos, fica na memória a dor e a mágoa que o esquecimento tarda a levar. E aí começam os verdadeiros problemas.
As Conversas da Sopa. Com tecnologia do Blogger.

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