quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Ando há algumas semanas a tentar escapar de tocar no assunto: Renato Seabra Vs Carlos Castro, mas confesso que está a tornar-se impossível, uma vez que começo a passar-me com o que leio e oiço na rua.
Acho engraçado "certas pessoas" acharem que são as donas da razão e que por isso podem julgar como querem as outras pessoas. Mas digo-vos uma coisa, nunca ouviram o ditado: "toda a gente tem telhado de vidro, por isso não atirem a primeira pedra ao telhado do vizinho".
Eu não estou armada em moralista, nem nada do género, mas o facto é que ninguém sabe o que aconteceu ao certo, sabem sim aquilo que foi veiculado pelos meios de comunicação social, mais nada. E, como sabem que isso é verdade? Pois, exacto, não sabem.
Eu não estou aqui para defender ninguém, muito menos alguém que já confessou a autoria do crime. Mas, ao contrário de muitas pessoas não o julgo por isso.
Primeiro porque ninguém sabe o que aconteceu ao certo, só aquilo que ouvem nos meios de comunicação;
Segundo não sabem as motivações do rapaz, se é que as teve;
Terceiro, existem mil e uma possibilidades de factos que podem ter acontecido e ninguém ainda saber.
Sei que muitos de vocês, condena o que aconteceu e o seu autor. Tudo bem. Mas toda a gente merece um julgamento justo. Toda a gente, deste o mais cruel assassino até ao senhor da esquina que atropelou um rapaz sem intenção. E, isso é que eu chamo justiça. E, injustiça seria alguém ser condenado sem se puder defender. Se estamos assim tão sedentos de factos concretos sobre a morte, que possam ou não justificar o fim que teve Carlos Castro, então só o saberemos se o dito jovem for a tribunal.

Por isso, coloquem a mão na consciência antes de irem para as redes sociais falarem de algo que não sabem, assim como eu não sei. E, atenção que estive muito relutante em escrever esta crónica, pois tenho plena consciência que posso ferir susceptibilidades e essa não é a minha intenção. Lembrem-se de que as vitímas (escrevo no plural porque, queiram ou não, são vitimas. É um facto que um dos individuos envolvido no caso morreu, mas a outro vai, concerteza morrer aos poucos na prisão) têm familias e que estas merecem o maior respeito, num momento como este. Tenho dito.


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