quinta-feira, 31 de maio de 2012
Estava eu quietinha a aproveitar a minha hora de almoço, quando levo com duas miúdas, que deviam ter uns 13/14 anos, aos altos berros, a falar sobre as suas noitadas.
Enquanto que uma se esforçava por ser mais discreta, a outra a altos berros gritava que saia todos os fins-de-semana, que bebia, fumava e curtia com os rapazes mais giros. Isto tudo em frases muito mal pronunciadas e cheias de palavrões.
Eu ainda sou do tempo (já pareço a minha avó a falar), que tinha que implorar aos meus pais para me deixarem sair à noite, acompanhada pelos meus primos, e à 1 da manhã tinha que estar obrigatoriamente de regresso. Sou do tempo em que o alcool era coisa que viamos os outros beber e só aos 18 experimentávamos. Sou do tempo em que o sexo era especial. Em que a escola era prioridade para quem quisesse ser alguém no futuro. Do tempo em que o cigarro era o fruto proibido e apesar de ser apetecido, era proibido. Do tempo em que o primeiro amor era alguém que nos fazia sentir especial. E este tempo, não tem assim tanto tempo.
Não defendo a maneira como os jovens eram educados ha 20/30 anos atrás, mas acho que passamos de um extremo a outro. Estamos a falar de crianças que fumam, bebem, saiem à noite, andam aos beijos com um e com outro, vestem roupas provocantes, usam maquilhagem, fumam substâncias ilegais e têm a sua primeira experiência sexual aos 13/14 anos. Pergunto-me: estas crianças não têm pais? Onde raio, estão eles?
Enquanto que uma se esforçava por ser mais discreta, a outra a altos berros gritava que saia todos os fins-de-semana, que bebia, fumava e curtia com os rapazes mais giros. Isto tudo em frases muito mal pronunciadas e cheias de palavrões.
Eu ainda sou do tempo (já pareço a minha avó a falar), que tinha que implorar aos meus pais para me deixarem sair à noite, acompanhada pelos meus primos, e à 1 da manhã tinha que estar obrigatoriamente de regresso. Sou do tempo em que o alcool era coisa que viamos os outros beber e só aos 18 experimentávamos. Sou do tempo em que o sexo era especial. Em que a escola era prioridade para quem quisesse ser alguém no futuro. Do tempo em que o cigarro era o fruto proibido e apesar de ser apetecido, era proibido. Do tempo em que o primeiro amor era alguém que nos fazia sentir especial. E este tempo, não tem assim tanto tempo.
Não defendo a maneira como os jovens eram educados ha 20/30 anos atrás, mas acho que passamos de um extremo a outro. Estamos a falar de crianças que fumam, bebem, saiem à noite, andam aos beijos com um e com outro, vestem roupas provocantes, usam maquilhagem, fumam substâncias ilegais e têm a sua primeira experiência sexual aos 13/14 anos. Pergunto-me: estas crianças não têm pais? Onde raio, estão eles?
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5 comentários:
Eu sou do teu tempo.. :/ tenho pena que esta malta não saiba viver as coisas a seu tempo, querem tudo muito depressa, mas tenho a certeza que depois se arrependem mais tarde. e os pais, andam tão entretidos nas suas vidas que deixam-nos fazer tudo o que querem e nem dão por ela no que se estão a tornar as suas crianças. nem sei que diga.. a minha avó dizia "que isto é o fim do mundo".
boa noite
13/14 anos??? isso faz-me muita confusão.
Sou do teu tempo. E penso exactamente como tu, quando vou na rua e oiço miúdas a terem esse tipo de conversas, preenchidas com palavrões e faladas em tons de voz elevados.
Não sei o que vai ser desta geração =/
Verdade!! O "meu tempo" enquadra-se naquilo que descreveste, e agradeço muito aos meus pais por não me terem deixado sair à noite e por me terem incutido princípios. Também não compreendo...
Em resposta á tua pergunta: eles estão a trabalhar/esforçar-se para darem tudo aos meninos (coitadinhos que tem de ter o último telemóvel, aquela marca de roupa e frequentar aquele sitio que é do melhor) mas depois esquecem-se da educação, amor e tudo mais que também faz parte um pai dar a um filho.
Quanto ao resto eu também sou do tempo do amor especial e tardio ( comparando com a rapidez de hoje em dia) do tempo em que saía com os primos, e apesar de começar a beber cedo (14/15 anos) e em casa com a família, quando saía á noite as minhas bebidas alcoólicas eram cola com um rodela de limão ou sumo de laranja com a rodela de laranja e já ficava a ver tudo á roda (a isto de chama respeito e confiança, pois os meus pais sempre me deixaram fazer tudo e confiaram em mim, nunca os desiludi. Enfim os tempos estão a mudar, mas mudança nunca significou mais e melhor poderá sempre ser menos e pior!