sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Pedro Arede, campeão nacional de esgrima, sonha chegar mais longe…sonha representar Portugal nos Jogos Olímpicos e trazer com ele a chama da vitória.
Com apenas 20 anos, Pedro Arede, foi uma das grandes revelações do ano 2008 na esgrima portuguesa, onde arrematou o título de campeão nacional de esgrima ao atleta português, Joaquim Videira, que representou Portugal nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.
Sportinguista ferranho, embora desde cedo tenha trocado a bola por uma esgrima, Pedro Arede iniciou-se nestas andanças aos 7 anos de idade, onde durante um programa de férias desportivas escolheu esgrima, entre muitos outros desportos, para praticar. “ Escolhi esgrima porque foi um desporto que me atraiu desde o primeiro momento em que o experimentei”. Fascinado pela esgrima, Pedro nunca mais abandonou a modalidade e já lá vão 13 anos.
A esgrima nasceu há mais de 3 mil anos, numa época em que esta era mais do que um desporto. Manejada pelos especialistas na arte de combater, a esgrima era também utilizada para entreter a corte e protegê-la contra possíveis ataques. De Roma ao Japão, a esgrima escreveu um pouco da história dos muitos povos que a utilizaram, talvez por isso a modalidade tenha sido integrada numa das quatro modalidades que fazem parte dos Jogos Olímpicos desde a sua primeira edição.
Apesar de este ser um desporto que requer do atleta uma enorme agilidade, equilíbrio e flexibilidade a nível corporal, Pedro Arede não considera este desporto como sendo difícil. “ A esgrima é um desporto onde tens de aprender tudo de novo, envolve um movimento diferente, um andar diferente e um trabalho específico de mãos, mas não, não é uma modalidade difícil”.
A esgrima comporta diversos tipos de armas: florete, espada e sabre. A diferença entre estas três armas ressalta do tipo de toque que poderão executar no seu adversário. Pedro escolheu a espada, pois segundo ele é o que mais gosta de praticar. “Já experimentei usar as outras armas, mas o que realmente me fascina é a espada, pois é um jogo mais estratégico e mais táctico”. Talvez por isso o atleta compare a esgrima com um jogo de xadrez “onde se mostra uma coisa e se faz outra”.
Pedro treina todos os dias da semana, 3 horas por dia, no Clube Atlântico de Esgrima e na Federação Portuguesa de Esgrima. Os seus treinos dependem muito da época em que se encontra. Se for uma época muito competitiva o atleta cria situações de treino reais em que estão todas as condicionantes em jogo. No entanto “tudo isto é complementado com trabalho técnico, onde aperfeiçoamos a técnica, os movimentos, os deslocamentos e a condição física” afirma o atleta.
Apesar de ter ganho um dos grandes títulos a nível nacional – o título de campeão de esgrima, Pedro Arede continua a ter a mesma simplicidade e a mesma modéstia que sempre o caracterizaram. Orgulhoso pela conquista do título, o atleta relembra os acontecimentos que antecederam a sua vitória: “ aquela época foi uma bela época, foi o meu último ano de juniores e fiz boas marcas e aquela era das últimas provas do calendário e correu muito bem”. Apesar do apoio, da força e do carinho transmitido pelas pessoas à sua volta, pouco ou nada mudou para Pedro Arede. “A minha forma de encarar as coisas não mudou. Tenho os mesmos objectivos, o mesmo trabalho e a mesma perspectiva para o futuro”.
Quanto a um sonho, esse como não poderia deixar de ser, passa pelo seu desejo de representar Portugal nos Jogos Olímpicos. Porém a tarefa que o espera não será fácil de alcançar. “É um dos meus objectivos, apesar de saber que é muito difícil”. No entanto, confessa que o importante, por agora é se concentrar nos treinos para conseguir mais vitórias. “ Não estou já a pensar na classificação, agora quero é trabalhar para quando chegar à altura eu estar em condições para representar Portugal”.
O rapaz que um dia sonhou ser o Zorro ou o Dartagnan, encontrou a sua verdadeira paixão, não em salvar uma dama em apuros ou um povo à mercê de um senhorio explorador, mas na esgrima, pois segundo Pedro Arede “na esgrima não há o atleta ideal, podemos tirar vantagens de tudo, pois o truque é montar uma boa estratégica táctica”. Para os amantes desta modalidade, Pedro Arede deixa ainda um conselho: “ divirtam-se, tenham vontade de aprender e confiem em vocês próprios, pois para subirmos um degrau, às vezes, é preciso descermos dois ou três”.
Juliana Melim
Este artigo foi um dos meus muitos trabalhos para o site do Coliseu de Combate, através deste link podem lá chegar:
http://www.coliseudecombates.com/index.php?option=com_content&view=article&id=12:um-mosqueteiro-a-moda-portuguesa&catid=4:noticias&Itemid=9
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1 comentários:
Muito bom mesmo...
Digo isto porque, e nao sendo um admirador de este desporto, aqui esta um tema ao qual desconhecia. E bom ver o espirito destes atletas sobre tudo no que diz respeito a representar o nosso pais! A falta de apoios nao os impede de continuar nem de se esforcar...
Lucio Sapeta