sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Multiplixam-se os planos de austeridade por toda a Europa. Diferentes no modo de actuação, mas iguais no objectivo - diminuição o Défice.
Agora é a vez da Alemanha implementar medidas contra a crise. E, acreditem que, apesar de diferentes, também chegam aos bolsos dos Alemães.




Parlamento alemão aprova plano de austeridade com cortes nos benefícios sociais


O parlamento alemão aprovou hoje os principais pontos de um plano de austeridade destinado a salvar dezenas de biliões de euros até 2014, cortando nos benefícios sociais e introduzindo um imposto sobre viagens aéreas.


Segundo a agência de notícias AFP, a versão original deste plano de austeridade, anunciado no início de junho e aprovado em Conselho de Ministros no mês seguinte, tem sido enfraquecida, principalmente no que diz respeito ao "imposto verde" a ser pago por todas as empresas alemãs.
Sobre esta questão, o governo alemão, que queria cortar nos subsídios concedidos a determinados setores empresariais, curvou-se à indústria após esta ter levantado a possibilidade de centenas de milhares de despedimentos.

O novo imposto sobre as viagens aéreas é destinado a empresas de transporte aéreo e incide sobre todos os voos da Alemanha. Compreendida entre 8 e 45 euros por bilhete em função da distância percorrida, a nova taxa deve gerar um bilião de euros por ano, sendo fortemente contestada por transportadoras e aeroportos.

Já no que diz respeito ao plano de cortes nos benefícios sociais, o plano de austeridade prevê a remoção do subsídio para desempregados de longa duração, bem como o corte no orçamento da agência de emprego alemã e a redução do subsídio atribuído aos pais que interrompam o trabalho para cuidar das crianças.
O governo alemão vai ainda aumentar os impostos sobre o tabaco.

Berlim anunciou uma receita de 80 milhões até 2014, apesar de a votação de hoje no parlamento não incidir sobre a totalidade deste valor, que permanece hipotético.

O governo alemão inclui, por exemplo, dois mil milhões de euros de receita anual ao abrigo de um imposto sobre transações financeiras, que aguarda o consenso internacional e especialmente da União Europeia.
Berlim espera que estas medidas venham a corrigir as finanças públicas alemãs, abaladas pela crise, e permitir ao país respeitar o limite de dívida inscrito na Constituição que entrará em vigor em 2016.

Com este plano de austeridade, o défice alemão deverá fixar-se nos quatro por cento do Produto Interno Bruto (PIB), menos dois pontos percentuais do que os seis por cento propostos no início deste ano.


Jornal IOnline

de 29/10/2010
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