terça-feira, 24 de julho de 2012
Ora bem, realizei uma das compras com a qual andava a sonhar há algum tempo. Comprei umas Melissas. As Melissas. Aquelas que eu queria. Na cor que eu queria. E fiquei feliz. Mas, a minha felicidade durou pouco. No dia seguinte, ansiosa por experimentá-las, lá resolvi calçá-las e levá-las para o trabalho. Má. Muito má decisão. Uma hora após as ter calçado já os meus pés estavam a implorar para deixarem de ser torturados. Nem consigo descrever as dores que senti. Nem conseguia andar. Fiquei com os dedos todos ensanguentados e cheios de feridas. E, acreditem que não estou a exagerar. Ainda tentei comprar uns pensos para bolhas, a ver se conseguia resolver a situação, mas mesmo com os pensos em todos os dedos não havia maneira de as dores passarem. Parecia que um cilindro atrelado a um camião tinha passado por cima dos meus dedos. O cómico disto tudo é que deixei de ver os meus dedos dos pés, eram tantos os pensos à volta que a única coisa que conseguia ver era a cor do verniz das minhas unhas.
Mas, o que me deixa reconfortada, é que ao que parece é normal isto acontecer a quem usa pela primeira vez umas Melissas. Por isso, esperemos que da próxima vez que as usar (daqui a 1/2 semanas, ou até o trauma passar aos meus queridos dedinhos), os sapatos se adaptem melhor aos meus pés.
Já estou a rezar por isso.
Muito, mas muito mesmo!




Se conhecerem algum truque digam. Os meus dedinhos agradecem!
" Os chupa-chupas transformaram-se em cigarros, os inocentes transformaram-se em cabroes, os tpc´s vão para o lixo, os telemóveis usam-se na sala de aula, a suspensão torna-se em detenção, o sumo em vodka, bicicletas em carros, amor transformam-se em curtes, meninas transformam-se em vacas, meninos em tarados, beijos transformam-se em sexo. Lembraste quando ser grande significava brincar no recreio? Quando a protecção significava usar capacete? Quando o ombro do teu pai era o lugar mais alto do mundo e a tua mãe era a tua heroína? Os teus piores inimigos eram os teus irmãos e as questões raciais eram sobre quem correu mais rápido. Lembraste quando a guerra era apenas um jogo, e a única droga que conhecias era o xarope para a tosse? A maior dor que sentiste foi quando esfolaste os joelhos. Um adeus significava apenas um até amanha, e mal podíamos esperar para crescer. Hoje se soubesse para o que ia não crescia. " (caro anónimo se este texto for seu, peço imensa desculpa por não citar o seu nome. No entanto é so entrar em contacto comigo que o identifico, como respetivo autor deste texto.)
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Se há uma coisa que me põe os neurónios em ebulição é ver a minha gente sofrer por
incompetencia dos governantes. Governantes que não têm a mínima decência para admitir os seus
erros e, em vez disso culpam os outros.
Muito se questiona o nível de coordenação dos Bombeiros Madeirenses e da sua eficácia em termos
de combate aos fogos, pois eu questiono o Governo Regional da Madeira que, pela voz de
Alberto João Jardim, afirmou no passado dia 12 que "não ia pagar o ordenado a 50 bombeiros, quando eram necessários apenas 20". Acho que todos nós vimos onde é que isto nos levou.
Hoje assistimos ao vivo, na televisão, estes mesmos bombeiros, que têm os seus ordenados
em atraso, há alguns meses, combaterem com corpo e alma os fogos que nos últimos 2 dias
têm arrasado a ilha. Eles são os verdadeiros heróis de toda esta tragédia.
E, espero sinceramente que não sejam esquecidos quando tudo isto terminar. Pois, se há uma
coisa em que os nossos governantes são bons é a usarem-se das pessoas quando precisam e
a despachá-las quando os problemas estão resolvidos!

quinta-feira, 19 de julho de 2012







Nem tenho palavras para descrever as imagens que vi. Que vejo. Que revejo. Mais uma vez, a Madeira é assolada por uma catástrofe. O paraíso de que tanto me orgulho é mais uma vez destruido. Só que desta feita pelas chamas. Gritos, angústia e sofrimento contrastam com o empenho, cansaço e determinação com que os bombeiros, de toda a ilha da Madeira, combatem o fogo que entre ontem e hoje se alastrou um pouco por toda a ilha.
São eles os verdadeiros heróis. São deles que nos temos que orgulhar. Pois, sem eles muitas vidas se teriam perdido. E o Inferno seria ainda maior.
Madeira, minha Madeira, as tuas feridas hão-de sarar e a tua beleza há-de renascer ainda mais bela do que um dia foi. Estou contigo. De coração bem apertadinho. Pois serás sempre a minha Ilha de Púrpura.
As Conversas da Sopa. Com tecnologia do Blogger.

A Sopa no Facebook

Todos os conteúdos deste site estão protegido pela lei internacional deCopyright e, não podem ser copiados, descarregados ou retransmitidos sem o consentimento prévio da autora.

Pesquisa

Estatísticas