sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Termino o mês de Novembro com um novo Voxpop para as Selecções.
Apesar da chuva lá consegui entrevistar as pessoas, que muito gentilmente me cediam alguns minutos da sua hora de almoço.
E descobri que, apesar de o segredo para se viver até os 100 anos ainda não ter sido descoberto, a verdade é que são cada vez mais as pessoas que querem viver até aos 100. E, muitas são as sugestões para se conseguir... Mas será que resultam?

Descobre aqui algumas das sugestões dos portugueses.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Hoje estou de luto.
Estou de luto pela milhares de mulheres que todos os dias são vítimas de violência doméstica. Por todas aquelas que um dia viram o seu conto de fadas transformar-se num filme de terror. Pelas que sofrem, pelas que choram, pelas que escondem, pelas que têm vegonha, pelas que não têm coragem e, por todas aquelas que acabam por morrer.

Não se calem, denunciem!
“Hoje recebi flores!
Não é o meu aniversário
Ou nenhum dia especial.
Tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite,
ele disse coisas cruéis que me ofenderam de verdade.
Mas eu sei que está arrependido e não as disse a sério,
porque ele me enviou flores hoje…

Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me
Parecia um pesadelo…
Mas eu sei que ele está arrependido
porque ele me enviou flores hoje.

Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me.
Nem a maquilhagem ou as mangas compridas puderam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez.
Não pude ir ao emprego hoje
porque não queria que se apercebessem.
Mas eu sei que está arrependido
porque ele me enviou flores hoje…

Ontem à noite ele voltou a bater-me, mas desta vez foi pior.
Se conseguir deixá-lo o que é que vou fazer?
Como poderia eu sozinha manter os meus filhos?
O que aconteceria se faltar o dinheiro? Tenho tanto medo dele!
Mas dependo muito dele que tenho medo de o deixar.
Mas eu sei que está arrependido
porque ele me enviou flores hoje.

Hoje é um dia muito especial: é o dia do meu funeral.
Ontem finalmente ele conseguiu matar-me.  Bateu-me até morrer.
Se ao menos tivesse a coragem e a força para o deixar…
Se tivesse pedido ajuda profissional…
Hoje não teria recebido flores!

autor: desconhecido


Não deixem que este seja o vosso destino.
Escrevam o vosso próprio destino
Liguem:  707 20 00 77
Associação Portuguesa de Apoio à Vitima
O 25 de Novembro de 1960 ficou conhecido mundialmente como o dia em que ocorreu o maior acto de violência já cometido contra mulheres Dominicanas, as Irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa que viviam à procura de soluções para problemas sociais que afligiam o seu País.

As Irmãs enfrentaram sucessivas prisões e libertações, sem deixar de lado o seu amor e a sua entrega à família e ao seu povo. No dia 25 de Novembro de 1960, acompanhadas de um amigo dirigiram-se para visitar os seus maridos presos, quando foram brutalmente assassinadas, numa operação militar montada pelos organismos de segurança do regime ditatorial de Rafael Trujillo. Heroínas da República Dominicana ficaram conhecidas como “ Las Mariposa”, o cognome que usavam nas suas actividades clandestinas.

O dia 25 de Novembro ficou consagrado como o “Dia da Não Violência Contra a Mulher” em Bogotá, na Colômbia, em 1981, por Federações de Mulheres do mundo inteiro, em homenagem às Irmãs , que responderam com a sua dignidade à violência, não somente contra a Mulher, mas contra todo um povo. A partir daí, esta data passou a ser conhecida como o “Dia Latino Americano da Não Violência Contra a Mulher”.

Mais tarde em Novembro de 1999, a Assembleia da ONU proclamou essa data como o "Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher” e convidou os Governos, Organizações Internacionais e ONGs a promoverem eventos todos os anos, como forma de dar visibilidade à violência que a Mulher sofre no dia-a-dia, apenas por ser Mulher.

A proclamação deste dia é o reconhecimento da comunidade internacional da necessidade de terminar com essa trágica epidemia de violência que destrói a vida de mulheres e é um dos grandes desafios na área dos direitos humanos.


Texto por: Guida Vieira
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Vem comemorar connosco o 20º aniversário do SOS RACISMO de 7 a 10 de Dezembro. São 4 dias de muita animação.




"Caras e Caros amig@s
No dia 10 de Dezembro de 1990, faz agora 20 anos, o SOS Racismo reunia com a Direcção e a Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas. Foi o primeiro dia de uma semana de actividades com debates e reuniões de apresentação da associação que culminou num grande concerto no Pavilhão dos Desportos, em
Lisboa.

   O SOS Racismo foi, portanto, fundado em 10 de Dezembro de 1990. A sua criação partiu da iniciativa de um grupo de pessoas que se propôs lutar contra o Racismo e a Xenofobia, e, desta forma, contribuir para a formação de uma sociedade em que tod@s tenham os mesmos direitos.
    O SOS Racismo é uma Associação Cultural legalizada em 1993 e com o estatuto de utilidade pública (P. C. De Utilidade Pública (DR 269 – 20/11/96). As suas áreas de intervenção são, resumidamente, as seguintes:
    - Apoio às populações ciganas e imigrantes;
    - Denúncia e acompanhamento de casos de discriminação racial;
    -Tomadas de posição pública contra todos os actos xenófobos e racistas, ou que promovam a discriminação (em Portugal e não só) e apresentação de medidas concretas que permitam combater a xenofobia e o racismo em Portugal (por isso a apresentação de uma propsta de lei, em 1996, na Assembleia da República, contra a Discriminação racial), bem como a participação em muitas outras propostas em relação a esta temática (educação, mediação sociocultural, direito à Habitação, leis de imigração, etc.);
    - Dinamização e participação em debates nas escolas (o SOS Racismo já realizou ou participou em mais de um milhar de debates em escolas, faculdades, associações, institutos, fundações, sindicatos, quer a nível nacional quer em outros países, nomeadamente França, Cabo Verde, Angola, Estado Espanhol, Alemanha, Itália, Inglaterra, Bélgica, Brasil, Marrocos, África do Sul, Guatemala, etc., etc.);
    - Elaboração de materiais pedagógicos sobre discriminação racial. Desde 1992 com o aparecimento da Fichas Didáctica (mais tarde vários materiais de educação intercultural e por último de Jogos Interculturais e cooperativos) e do primeiro Guia Anti-Racista (em 1992 e depois em 1996) , continuando pela elaboração da Colectânea de Direito de Estrangeiros (1997), Relatórios anuais (quer nacionais (1995, 1996, 2004, 2005, quer com organismos internacionais – Parlamento Europeu, ECRI, ERRC, e outros), Agendas temáticas (desde 2004 sem interrupções), estudos sobre a Comunidade Cigana (1996 e 2001), Comunidade Imigrante (2002), situação da Mulher Imigrante e Cigana (2005), estudos estes com a elaboração de inquéritos não só a todas as Câmaras Municipai, como a Sindicatos, Embaixadas e Associações de Imigrantes. Outros materiais foram sendo editados, como pequenas brochuras sobre a Extrema-Direita, ou as Claques de Futebol. Também desde 1991, e na medida das nossas possibilidades, temos editado um boletim que tem tido, desde o início, uma tiragem de mais de mil exemplares.
    - Intervenção Comunitária desde que a nossa sede está na Ameixoeira, participando na Rede Social e trabalhando com a população desse bairro (no âmbito do Programa Escolhas) ou na zona da Horta Nova com o projecto “Agita-te pelos Direitos Humanos”. É por todos os parceiros reconhecida a importância do SOS Racismo nesse trabalho.
    - Colaboração em distintas redes nacionais (Rede Anti-Racista) e internacionais (ENAR, da qual participamos no Conselho de Administração).
    - Foi, desde o início em 1999 o impulsionador da Festa da Diversidade, que teve o seu auge em 2007, com a participação de cerca de 80 Associações e mais de 20.000 pessoas a passarem na Praça do Comércio.
    - Esteve no primeiro COCAI e, desde a primeira hora, na CICDR. Também esteve presente nas comissões dos Anos Europeus contra o Racismo (1995 e 1997), bem como na Estrutura de Missão em 2007.

Claro que a luta por uma sociedade livre de discriminações, nomeadamente o trabalho para a que o racismo e a xenofobia não existam, não tem sido apenas efectuado pelo SOS Racismo. Muito pelo contrário. Muita gente, associações e instituições têm trabalhado por esse objectivo.
    Mas (quase) toda a gente reconhece o papel que o SOS Racismo tem desempenhado para que tal seja possível.
    É por isso que decidimos elaborar um vídeo que retrate esta luta. que mostre, de uma forma clara o que tem sido este trabalho em todas as vertentes focadas no início desta carta.

Tal como em todos estes 20 anos em que muita gente, de diferentes áreas culturais, contribuiu  para que esta actividade fosse visível em mais amplos sectores da população e ajudaram em muito a dar outra dimensão às nossas propostas, também agora nos socorremos de todas e todos estes amigos para relembrar que, infelizmente o combate que iniciámos juntos há 20 anos, necessita de continuidade.

 Mais uma vez, muitas vontades, muitos saberes, muitas amigas e amigos responderam ao nosso convite e a este desafio de marcar esta efeméride de uma forma que chame a atenção para o que tem vindo a ocorrer por esta Europa que não se cansa de clamar pelos direitos humanos mas que deles se vai afastando cada vezmais." José Falcão



Programa:

Dia 7/12: Cinemateca
Ante-estreia do Filme sobre os 20 anos do SOS Racismo e de várias curtas de realizadores portugueses.


De 8 a 10/12 no CLUBE FERROVIÁRIO, das 17h às 2h:
Música
Teatro
Stand-up
Curtas-metragens  
Exposições  
Feira do Livro


A partir das 19h:
CURTAS dos realizadores: Bruno Cabral; Ângelo Torres; Uncle C, Hugo G e Isabel Pato; João Dias; Manuel Mozos; Miguel Clara de Vasconcelos; Raquel Castro; Raquel Freire; Mito Elias; Rui Xavier; Sérgio Brás d'Almeida; Tiago Pereira


A partir das 21h30:
MÚSICA: João Afonso, Tito Paris, Zé Pedro, Guto Pires, Tó Tripes, Maria Viana, Pedro Jóia, Tano Brancamenta, Rini Luyks, King Mokadi, Maio Gumbé, Mimi, Coro da Casa da Achada, Pedro & Diana, Trium Vírus, Galissa, Soul Gipsy Estoril, Luanda Cozetti, Pedro Branco, Rita Pato e Patrícia Pina.

TEATRO: Thiago Justino, Tiago Gomes, Lusofonia Muda

STAND-UP: Luís Aleluia, João Baião, Oscar Branco, Nuno Melo, Vítor de Sousa, Guilherme Leite




E porque não custa nada ajudar, toca a ligar para este número de angariação de fundos para o SOS RACISMO: 760 501045 (0,72€)






SOS Racismo
O fundador da Internet, Tim Berners-Lee, acusa o Facebook, o LinkedIN, o Friendster e outras redes sociais de serem uma ameaça à existência da internet.
Segundo Tim Berners-Lee, estes sites captam a informação dos utilizadores e guardam-na em bases de dados, mas não permitem a sua  partilha com outros sites, enclausurando assim a informação.
A plataforma da internet perde assim o seu principio fundamental de partilha universal de conteúdos, pois torna-se numa plataforma fechada.
O facto de não termos qualquer controlo sobre a informação que está nas nossas redes sociais,a não ser que entremos nessa rede social impede a partilha dessa informação no mercado aberto da WEB.
Actualmente é cada vez mais usual os sites restringirem os seus conteúdos ao exterior, no entanto este tipo de estrutura está a tornar a internet fragmentada e, a largos passos”deixamos de ter um espaço universal e único de informação e  passamos a estar fechados numa única loja”, considera o fundador da web.


Juliana Melim
in  http://blogdetails.wordpress.com/
A loja das Selecções do Reader’s Digest de Portugal tem nova imagem. A remodelação, levada a cabo pela empresa MediaDetails, pretende facilitar as transacções comerciais, tornando acessível um vasto leque de opções que permitirá que o utilizador faça as suas compras de maneira rápida e fácil.

Às variadas ofertas existentes juntam-se duas novidades – Vinhos & Paladares e Beleza Natural que, de certo, farão as delícias dos visitantes deste site. Nos Vinhos & Paladares as Selecções dão-lhe a provar os mais conceituados vinhos portugueses, produzidos nas melhores castas lusitanas, assim como opções de cabazes gourmet, que são o presente ideal para oferecer. O Beleza Natural é reservado às mulheres e a todo o seu esplendor, oferecendo uma grande variedade de cremes e perfumes, capazes de seduzir qualquer um.

Mas as grandes novidades desta loja são: a facilidade de compra destes produtos e a possibilidade de enviá-los para diferentes moradas. Esta nova opção permite-lhe assim de modo cómodo, rápido e eficaz comprar produtos e oferecê-los aos seus amigos, onde quer que estejam, em Portugal ou no Mundo.

Para começar a comprar, basta registar-se na loja e adicionar os produtos que deseja ao seu cesto de compras. E, se estiver indeciso sobre que produto comprar, as Selecções dão-lhe uma ajuda, recomendando-lhe produtos baseados no seu cesto de compras.

Se preferir pode também receber, mensalmente, a revista das Selecções em sua casa. Para isso basta assinar a revista mais lida do mundo, a partir de Portugal ou de qualquer outro país dentro e fora da Europa, com as Revistas Europa e Resto do Mundo.


Juliana Melim
in http://blogdetails.wordpress.com/
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
O ano ainda não terminou e já registo de 39 mulheres mortas por violência doméstica, mais dez que em 2009, de acordo com números avançados pela União de Mulheres Alternativa (UMAR).



Antecipando o Dia Internacional de Combate à Violência Doméstica, que é assinalado na próxima quinta-feira, a União de Mulheres Alternativa (UMAR) revelou que este ano já foram mortas 39 mulheres, mais dez do que no ano passado.

Em declarações à TSF, a presidente da UMAR, Maria José Magalhães, destacou a subida dos números e outra mudança: as vítimas são cada vez mais velhas.

«O Observatório contabilizou 39 vítimas de homicídio, temos ainda 37 vítimas de tentativa de homicídio. As idades destas mulheres são mais velhas do que no ano passado, estando no grupo dos 36 e os 50 anos no caso dos homicídios, e de 50 ou mais anos em relação às tentativas. No que se refere aos distritos temos um número muito grande em Setúbal e Lisboa, sendo os meses de Verão os com maior incidência destes crimes», revelou.

Maria José Magalhães lembrou ainda a proximidade entre as vítimas e os agressores, que são muitas vezes familiares e amigos, e cujo padrão demonstra muito ódio e raiva que pode ser fatal para a vítima.

«Há neste [tipo de] homicídio um crime de ódio contra o feminino, uma raiva e crueldade que mostram que é preciso tratar o crime de violência doméstica como um crime muito grave, porque de forma muito rápida [os agressores] passam de uma violência mais ligeira para um violência fatal», alertou a presidente da UMAR.


Os dados do Observatório das Mulheres Assassinadas vão ser apresentados esta segunda-feira no Porto.


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